A motivação de Paula Thomaz (hoje Paula Peixoto)

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Paula matou movida pela inveja, pelo despeito.  Inveja na  sua forma mais patológica: aquela que quer a  vida do outro, que cobiça a identidade do outro, a pele do outro. Junte isso com a psicopatia, a ferocidade de seu temperamento,  e a receita está pronta: essa é Paula Thomaz, hoje Paula Nogueira Peixoto.  Como bem sublinhou o juiz que a condenou, uma mulher inadaptada ao convívio social e com alto grau de periculosidade.

A inveja que a moveu com tanta fúria é aquela que faz com que o invejoso veja, no objeto da sua inveja,  alguém que usurpou tudo o que era devido a ele, tudo o que teria sido dele, se tal pessoa não existisse. Pode-se constatar que o brilho, a felicidade de Dany,  estampadas nas páginas das revistas e nas telas da tv,  ressoavam  nela como uma ofensa pessoal. À época do crime, Dany tinha feito muitas conquistas: fazia parte do grupo de jazz profissional da Carlota Portela e estava em plena ascensão na carreira de atriz. Bem casada, feliz, cheia de amigos. E Paula? Paula só era conhecida e tinha péssima reputação, no submundo dos shows eróticos, onde foi proibida de entrar aos 18 anos. Ali, distribuiu garrafadas, fez ameaças de morte. Conta Rogéria, em seu livro de memórias: “Paula Thomaz era frequentadora assídua da Galeria Alaska e sentia prazer em tirar os homens das bichas, sempre foi uma barra-pesada.  Tal comportamento  lhe rendeu, no meio,  o apelido “carne de leopardo”. Tudo isso consta do processo. Casada e grávida, o marido a escondia,  acreditando que precisava manter-se publicamente como solteiro, de modo a não atrapalhar a imagem de galã. Casaram durante a novela, sem que nenhum dos colegas dele tivesse tomado conhecimento disso. A inveja patológica alimentou-se desse ressentimento.

O  marido  e cúmplice, sabia bem como manejar esse temperamento. E usou disso para armar a mão da assassina, de modo que ela executasse sua vingança,  quando constatou a redução de sua personagem nos capítulos da novela que eu escrevia.

Daniella continua sendo  tudo o que  Paula queria ser. Sua referência de sucesso e felicidade. Assim, desde a saída da cadeia, tenta se  imiscuir nos espaços que Daniella ocupou em vida (faculdade, academia, palcos, etc etc), e aproximar-se de seus colegas e amigos, que não a reconhecem mais, porque mexeu muito no rosto. Matou, mas continua do tamanho que  sempre foi e sempre será: pequena, medíocre, obscura. O única coisa que brilha nela é o selo de assassina que traz estampado na testa.

 

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2 Responses to A motivação de Paula Thomaz (hoje Paula Peixoto)

  1. Jade 20/03/2021 at 11:22 pm #

    Nojenta, vai queimar no inferno. Que Deus não tenha nem piedade dessa alma suja que foi capaz de ferir uma princesa. Meus pêsames, Gloria! tenho 28 anos, mas essa história mexe muito comigo. Sua filha era linfa, talentosa, um cristal!

  2. Carlos Eduardo 06/03/2021 at 7:54 pm #

    É interessante destacar que tão psicopata fez um pacto e tatuou na sua virilha o nome do assassino (Guilherme) e fez ele tatuar o nome dela no pênis. Olha como uma pessoa dessa é doente!

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