Paula Thomaz: como se chegou a ela?

Ao passar pelo local para anotar a placa dos dois carros parados em local tão ermo e suspeito, o advogado Hugo da Silveira pôde ver claramente o rosto da mulher sentada no banco do carona do santana. E a descreve para a polícia, na mesma noite do crime, como uma mulher de rosto redondo e cabelos compridos.

Na manhã seguinte, preso, Guilherme de Pádua confessa a autoria. Pontuou todo o depoimento com a afirmação  "minha mulher não tem nada com isso", o que já causou estranheza aos policiais. Mas ele achou pouco:  manhosamente, pede para fazer uma ligação para casa, e diz de modo a ser ouvido para os policiais: fica calada que eu vou segurar sozinho.

Assim, ele entregou Paula Thomaz de bandeja para a polícia. E como a armação não o fez parecer inocente aos olhos de ninguém, reclamou da imprensa, por não ter dado a devida atenção ao fato.  (o audio foi tirado de entrevista  à revista Manchete, no Presídio de Água Santa

Meses mais tarde, fica esclarecida a artimanha de Guilherme de Pádua: Paula Thomaz denuncia ao juiz que está sendo pressionada, por ele e por seu advogado, para assumir sozinha a responsabilidade do crime. O argumento é que ela poderia ser  enquadrada em homicídio privilegiado, o que permitiria que tivesse uma pena muito pequena, ou até pena nenhuma, enquanto Guilherme ficaria livre: sairia da história como heroi, por ter se sacrificado pela mulher, assumindo uma culpa que era dela e poderia candidatar-se com sucesso a um cargo político. A denúncia de Paula Thomaz provocou o rompimento entre os dois. As defesas se separaram, e mais uma vez a versão de Guilherme de Pádua teve de ser reformulada, enquanto Paula mantinha-se apegada à proposta inicial do cúmplice: não sabia de nada, não viu nada, nem mesmo estava lá!

Trecho da entrevista de Paula Thomaz ao Jornal Aqui e Agora (SBT), onde ela faz a denuncia

repete  no Tribunal do Juri:   o detetive Valdir de Oliveira Andrade, um dos policiais que foi à casa de Paula Thomaz e ouviu a confissão, fala sobre a participação dela em depoimento na ALERJ:  
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18 Responses to Paula Thomaz: como se chegou a ela?

  1. Lucilene Barros 12/04/2013 at 6:43 pm #

    È triste depois de tantos anos ver isso . Esse cara querendo se beneficiar de uma pessoa que ele mesmo tirou a vida. Serà que ele não pensa na familia, nos amigos? sera que seu coracao estar tao podrido que nesta terra ele ja deve ter partido e somente resta essa pouca coisa que ele é;.
    Existe um Lugar do Outro Lado onde Justiça existe. Nao existe nada no mundo que o ceu nao possa curar , e nao ha nada no mundo que Deus nao possa comforta ,Gloria Perez. Um dia todos nos estaremos no jardim dos coracoes onde nossas dores nao existirao . bjs

  2. Miss Peres 31/12/2012 at 2:52 pm #

    Por Deus! Estas criaturas não são humanas. Acho que a única coisa digna que poderiam fazer é contar logo a verdade e acabar com esta angústia. Monstros!!!

  3. Tatiana Mafra 20/12/2012 at 12:58 pm #

    É revoltante, mas se serve de consolo…esses dois sempre viverão à margem da sociedade, não importa o tempo que ficaram presos, o que realmente importa é que jamais poderão provar da liberdade de fato, porque para nós não importa se mudaram de nome, se casaram novamente ou tiverão filhos, nem que viraram falsos religiosos, sempre serão psicopatas, terão a imagem de bamdidos, que o são. Se encontrar com eles sempre cuspirei na cara, pq lixos como os dois merecem esse tratamento, podem dar entrevistas, se fazerem de regenerados, pessoas que pagaram pelo seu crime. POIS, PARA A SOCIEDADE ELES NUNCA SERÃO CONSIDERADOS LIVRES. Ser livre é poder viver sem medo, erguer a cabeca..

  4. Sheyla 02/11/2012 at 12:01 pm #

    O que mais me revolta neste caso, é que os culpados não cumpriram nem a metade da pena e agora estão livres, reconstruindo suas vidas, o que a Danny não poderá fazer mais por culpa desses seres nojentos, satânicos, etc. E o que mais me revolta ainda é o sarcasmo deste ridículo, Guilherme de Pádua, que agora pousa de “pastor”. Assisti há uma entrevista dele feita no programa do Ratinho, ao qual ele articulou demais, “brincou” demais o qual tirou a paciência do apresentad